10 janeiro 2015

15 min pra respirar...

Uma mariposa pousou encima da minha mão,
nas asas abertas eu vi o retrato refletido dos meus pensamentos,
manchas azuis escuras se ligando umas nas outras mudando de forma como se tivessem vida própria.

Pensei em como tem sido difícil passar por cada pequeno obstáculo que me aparece diariamente,
qualquer pequeno problema pesa uma tonelada na balança das preocupações,
tudo carrega uma carga dramática tão grande que esgota minha paciência antes mesmo de que os outros possam ter a chance de esgotá-la.

já fui  melhor que isso,
onde foi parar aquele escudo que me protegia das boçalidades mundanas que me eram lançadas diariamente?
porque o fardo se acumulou tanto?

Bati as cinzas do cigarro encima da mariposa a fim de eliminar a angústia que existia naquelas asas.
e numa brusca virada as cinzas escorregaram pelas asas, levaram junto as manchas azuis.

Uma mariposa branca subiu voando frente a meu rosto,
e se perdeu no mesmo branco de uma nuvem acima de mim.

larguei a bituca logo abaixo do banco da praça,
e me levantei como quem sabe exatamente o que precisa ser feito.

manter as estruturas,
mesmo á frente daquele que corta no fio da espada fazendo os joelhos dobrarem.

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