06 fevereiro 2013

VÁ!


Vai embora por favor,
você já não existe mais em minha vida,

Vá!
e nunca mais pense em retornar,
eu aprendi a viver bem sem você
e acima de tudo, você não merece mais nada do que eu tenho a te oferecer.

Sai,
e me deixa em paz,
não assombra mais meus sonhos,
nem embeleza mais meus pesadelos.

Não te quero por perto,
e se te ver próximo demais
CUIDADO.

Não se aproxima,
nem sequer pra dizer "Olá",
pois qualquer palavra sua pode por tudo a perder.

Não encoste,
nem sequer um dedo frio no canto do ombro,
pois toda ação resulta em reação,
e a minha pode ser o que nós sempre sonhamos Juntos.

Intensa,
Real,
Momentânea
e Perfeita.

15 janeiro 2013

A sensação...



Fazia tempo desde a última vez que havia sentido esse peso contra a coluna que dá na boca do estômago, me lembro com muita clareza das vezes que sentia isso.

Na grande parte das vezes acontecia um pouco antes de encontrá-la, mais ou menos naqueles momentos em que não se tem fome e nem se respira direito, quando você fica tentando arrumar a postura para parecer mais alto e aparentar ser alguém arrumado, e os joelhos não tremem, mas unicamente porque se fica muito concentrado se esforçando para que eles te mantenham de pé.

E quando chega, o abrir de braços acontece naturalmente como um florecer em velocidade aumentada, sem exigir nada de pensamento ou contração muscular. Infelizmente acontece o mesmo com o sorriso que se abre e se trava de um jeito que simplesmente é incontrolável, que acaba denunciando toda a grande explosão de felicidade que com tanto esforço eu vinha tentando manter escondidinho aqui dentro para não aparentar tanta ansiedade e desespero.

Eramos diferentes, enquanto todo mundo só falava das mesmas coisas e agiam da mesma forma, nós ficávamos isolados no nosso canto inventando diferentes jeitos de imaginar com que todos explodissem. 

Ainda assim éramos carinhosos, tínhamos nossos 'apelidinhos' e formas infantis de falar um com o outro, sem deixar que o mundo nos visse nessa forma imbecil e de pouca dignidade a qual ficamos expostos enquanto estamos apaixonados. Como de costume eu sempre falava um pouco mais, enquanto você só olhava, ria, e fazia curtos comentários das bobagens que eu imaginava ou sonhava.

A sensação também doía as vezes, mas doía de um jeito bom. Como quando nos abraçávamos extremamente forte desejando secretamente que o tempo e o mundo congelasse ao nosso redor, e a força de um puxando o outro era como uma tentativa de entrar na pele fundindo os dois corpos em apenas um. A sensação era permanente. Enquanto dormia ela queimava no meu peito, e desde a hora de acordar até a hora de me deitar novamente ela doía como uma fome que não se mata comendo.

Mas o pior da sensação, e o que mais se assemelha a esse momento, era de quando os minutos no relógio pareciam pular de cinco em cinco, fechávamos os olhos e já sofriamos por antecipação da separação iminente. Dizer adeus doía demais, e a vontade de sumir juntos era tanta que as pontas dos dedos tinham força suficiente para erguer uma árvore. Infelizmente não fortes o suficiente para continuarem se segurando.


Heitor de Mendonça Batista

11 janeiro 2013

SER

Se te faz bem, Fica assim!
não aposta no que vais perder certamente.

Se te acalma, Permanece!
não perdes a cabeça praqueles que te querem ver sem.

Se são lágrimas, que sejam de fogo!
para que ardam na pele do rosto,
para que escorram como lava sobre rocha,
para que transformem o puro inferno em Diamante!

Se for viver, Siga,
Não te prendas naquilo que te acorrenta,
Não pense em desistir.

E nunca se abaixe,
Minha princesa.


Heitor de M. Batista

27 novembro 2012

Coração Farpado...



Moeu, socou, surrou, chacoalhou, eletrocutou...
mas não voltou a bater...
nada que fosse feito por mim mesmo seria o suficiente para revivê-lo

não morreu continua lá...
apenas não bate mais
está protegido, hostil e seguro de quaisquer sentimentos que possam ferí-lo
claro que estilhaços foram e serão deixados pra trás...
corações inocentes foram feridos por essa rigidez que foi estabelecida à procura de proteção...
lamentação é o que de melhor posso oferecer...

o corpo fechou
"aproveitador", "cafajeste", "pilantra" foram os nomes recebidos
para alguém que não desenvolve apego a ninguém
nem a mesmo...

evitando qualquer sofrimento que possa ser proporcionado por outros
ou por mim mesmo...


Lamento ...
mas o arame farpado está lá...

E é de seu risco aceitar o desafio e tentar passar por ele sem sofrer arranhões.

25 novembro 2012

Homem anônimo



Vestido nas formas poligonais,
centrado e explosivo,
Pai de anjos celestiais
Surtos e vontades em caixas nos cantos
Abatido, cansado e doído, são dias normais.

28 setembro 2012

Liberdade de Exp--------

Incrível que em ano de eleição de pleno 2012... a censura passe vitoriosa por cima da própria constituição, derrubando ao NADA a liberdade de expressão. 

Obviamente ninguém vai lutar por isso, porque numa medida generalizada, o brasileiro está mais preocupado com: uma "zoação" entre times de futebol, divulgar o fútil e o desinteressantíssimo como qualquer pessoa de aptidão nula para as artes fazendo-a mesmo assim, ou até mesmo comemorar em tom ironicamente "libertador" o fato de sua semana de trabalho ter chegado ao fim com um Urro quase irracional de "Hoje é sexta feira".


A vergonha seria uma ótima ferramenta se atingisse a todos como atinge a mim.


http://googlebrasilblog.blogspot.com.br/2012/09/youtube-no-brasil.html

13 setembro 2012

La Ballerine...


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Ela era a melhor no que fazia... com suas formas esguias, vestidas de preto... cada movimento era um toque de perfeição.
Quase não suava, era tanta concentração que o corpo abdicava de certas obrigações naturais. Quando chegava ao fim de uma cena ficava lá, sólida e travada no meio de uma forma poligonal em riste!
Até que as luzes se apagassem e pudesse correr para sua próxima marcação.

Levava toda essa seriedade para dentro de casa... intolerante às fraquezas dos outros por defender que nela não havia nenhuma fraqueza potencial a ponto de poder te derrubar.
Frieza e calculismo faziam parte da porcentagem  racional que era esmagadoramente maior dentro de suas crenças pessoais.

Conheceu um homem alguns anos mais velhos que ela... mas antes que pudesse sentir raiva, repulsa e demonstrar algum desagrado com relação a ele, se apaixonou. Ele não era o oposto dela... idêntico tampouco.

Se parecia muito com ela, tinha o mesmo potencial intelectual e carinho pelas coisas... mas não tinha a disciplina para poder exercer o máximo de si próprio, não tinha filtros sociais, explodia com facilidade, quem andava com ele poderia dizer que era como estar ao lado  de um barril de nitroglicerina dentro de um trem...
por romper essa barreiras pouco  ligava para as impressões dos outros... trazia consigo uma paixão por tudo, que nada mais era do que fogo em palha de aço... Queimava em todo seu auge com verdadeira intensidade... mas se não alimentada, partia com a mesma violência com que chegava.

Ela nunca teve chance de tentar odiá-lo... embora rompesse seus próprios códigos de conduta, seu coração explodia o tórax na ardência da brasa que queimava em seu peito.
Brasa essa que ardia continuamente, e ao contrário do rápido incêndio que acontecia com ele, demorava muito até se apagar por completo. A grossa camada de cinzas que fica por cima pode até enganar aos que olham sem atenção, mas nunca engana quem já esteve ali, e sabe que por baixo daquilo tudo existe algo.

Enquanto seu fogo ardia, ele deu tudo de si para ela, até mais do que ela aparentava corresponder. E ela deixou queimar alimentando cada vez mais tudo que havia por dentro daquela casca escura e ríspida. Ele nunca mentiu pra ela, era totalmente honesto pois sua chama queimava além dos limites de sua barreira de censura pessoal.

Ela preferia "esconder" a realidade dos seus sentimentos pois não gostava de apostar em riscos incertos. Isso fez com que a chama que nele existia diminuísse, e em uma pessoa de paixões voláteis se a chama variar já é o suficiente para haver instabilidade.

Ela  já amava.

Ele também amou.

Mas dizer que amor é o suficiente, é uma ilusão de jovens e tolos que acreditam em fadas.
Ele precisava de mais que amor... amor não inflama.
Paixão inflama, e se manter apaixonado era vital para sua existência...

Ele partiu.


Ela era a melhor no que fazia... com suas formas esguias, vestidas de preto... cada movimento era um toque de perfeição. Mas já suava.

Após conhecer todos os poros de seu corpo agora explorado.

Agora tremia ao manter uma posição fixa.

O sorriso descia no  meio de cada ato.

E ao apagarem-se as luzes ela cai e simplesmente não se levanta mais.
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12 julho 2012

Sobre o Tempo...

O tempo é cruel demais,
em sua grande parte ele tenta nos dar lições mais difíceis do que podemos compreender.

mas o tempo não falha...

ele me aproximou do fundo do poço pra que eu soubesse o que é chegar lá... e nunca mais querer voltar para perto disso.

ele me aproximou de você ... e depois afastou... para que eu soubesse que sem você... eu não era completo...

ele me bateu em direções diversas... me fazendo olhar o passado, e como eu não tinha as habilidades para enxergá-lo...

o tempo também é feliz demais,
nos dá compreensões que apenas sozinhos somos capazes de obter...

o tempo nos traz o amor... pois sem ele... é apenas paixão...

e mesmo que antecipadamente aos 20 e poucos... o tempo sempre age no tempo certo... me trazendo a razão de viver...

o tempo é injustiçado... sempre sofre com nossas agressões e falta de compreensão momentânea...

mas calma meu amor...

o tempo ruim também passa....

e se ele existe... é porque você tem algo para aprender.